O desprezo, o desejo.
O ego que ecoa.
O desprezo é inevitável, o desejo, obsceno.
De dentro pra fora, minha malícia em tuas entranhas.
Desejo tonto, sem afeto. Seres que se estranham.
Você em mim: apenas pele com pele em mais uma madrugada sacana.
O desprezo, o desejo.
O ego que ecoa.
O desprezo é inevitável, o desejo, obsceno.
De dentro pra fora, minha malícia em tuas entranhas.
Desejo tonto, sem afeto. Seres que se estranham.
Você em mim: apenas pele com pele em mais uma madrugada sacana.

Eu te machuco. Eu não me desculpo.
Arrancastes cedo o véu da inocência. Logo tua máscara caiu e revelastes a verdadeira face de um falso anjo. Hoje, dançamos no fogo. Eu estou na tua cabeça. Eu lhe atormento. Outrora, tivera o mundo, recusastes. Agora, viverás em teu próprio inferno. É o preço que se paga. Justiça será feita, terás o que mereces e quando notares, estarás sozinha em um abismo de solidão e culpa. Dar-te confiança? Não mais. Não devias ter esquecido que o que vai, volta.

Quem não ama o sorriso feminino desconhece a poesia de Cervantes.

Cores de Almodóvar.